Imóveis para as pessoas solitárias

Pesquisas revelam um crescimento no número de brasileiros que moram sozinhos. Mercado está atento às mudanças sociodemográficas e ampliou a oferta de apartamentos de um quarto

Para atender à demanda desse tipo de cliente, a Lopes Royal realizou o segundo lançamento de apartamentos de um quarto no Noroeste, no dia 25 de abril, e já vendeu 35% das unidades. O Due Capri oferece extensa área de lazer com um salão de festas, coberturas individuais e uma cobertura coletiva que dispõe de piscina, sauna, academia, duas churrasqueiras, salão de jogos, sala de descanso e espaço gourmet. Além disso, a estrutura apresenta rede de segurança de última geração; opção de uso de lavanderia, arrumação, reparos e outros; wireless nas áreas comuns sociais e sistema de consciência ecológica.

Fonte: Jornal da Comunidade

GDF lança plano de ações para o setor habitacional

O plano prevê a construção de 10 mil novos imóveis

Para tentar recuperar a imagem do setor habitacional e diminuir o déficit de moradias na capital federal, o governo lançou ontem um plano de ações que prevê a construção de 10 mil novos imóveis para brasilienses com até 12 salários mínimos. Pelo projeto, as casas e apartamentos serão construídos em Sobradinho, Gama, Samambaia, Santa Maria, no Riacho Fundo 2 e no Recanto das Emas

Os lotes não serão mais doados. A ideia é buscar financiamento para que o beneficiado receba o imóvel já edificado. Metade dos 10 mil imóveis será distribuída por meio de cooperativas habitacionais.

Pessoas com renda familiar bruta de até cinco salários mínimos (R$ 2.725), o governo vai doar o lote. Beneficiados com renda entre cinco e 12 salários mínimos, o GDF venderá a projeção a um preço inferior ao de mercado e os compradores poderão usar os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

“Com a ajuda do governo federal e com projetos do Minha Casa, Minha Vida, vamos ter grandes avanços. Precisamos reduzir esse perverso deficit habitacional do Distrito Federal”, afirmou o governador Agnelo Queiroz. As linhas de crédito serão oferecidas pela Caixa Econômica Federal, pelo Banco do Brasil e pelo Banco de Brasília.

As casas custarão a partir de R$ 48 mil e os apartamentos a partir de R$ 52 mil. Porém, para oferecer moradia, o governo terá antes que regularizar as terras vazias.

Fonte: Correio Braziliense

Imóvel até 200% mais barato

Modalidade crescente no Brasil reduz preços do imóvel, mas é preciso paciência para preparar a mudança. Na maioria das vezes, o comprador não sai do banco com as chaves

Um tipo de poupança coletiva e sem cobrança de juros. É assim que os consórcios imobiliários são definidos por profissionais da área. A modalidade que passa por um momento crescente no País, pode fazer com que os compradores economizem até 200% do valor do imóvel, em juros, se este fosse financiado. A afirmação é de Zaldo Natzuka, representante do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ). Mas é preciso ter paciência, pois na maioria das vezes, o comprador ao adquirir a cota, não sai do banco com as chaves da casa própria.

De acordo com os levantamentos da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), o sistema de consórcios fechou 2010 apresentando um crescimento significativo. Com a mudança de comportamento das classes sociais C e D e a consolidação das A e B, os consórcios de imóveis mostraram alta nas vendas de novas cotas.

“A estabilidade econômica, a maior presença das classes sociais C e D e a segurança no emprego, com aumento de renda para pessoas economicamente ativas, elevaram o valor do tiquete médio de vários setores, provocando um total negociado de R$ 63,2 bilhões, 30,8% maior que o ano anterior, 1,8% do PIB (2010). Os fatos mostraram ainda que o brasileiro, começando a praticar cada vez mais seu planejamento financeiro, buscou uma alternativa mais econômica e inteligente para realização de suas compras, bem como para a formação ou mesmo a ampliação do patrimônio pessoal ou familiar”, destaca Paulo Roberto Rossi, presidente da Abac.

De acordo com o banco Santander, já existem, no mercado, mais de 580 mil participantes de consórcios e o número vem crescendo constantemente. No consórcio Itaú de imóveis, o banco informa que a carta de crédito oferecida para a cota é um valor de referência que será atualizado anualmente, conforme a variação do Índice Nacional da Construção Civil (INCC).

Quando o cotista contemplado, por sorteio ou lance vencedor, receber uma carta de crédito, esta pode ser utilizada para a aquisição de um imóvel de maior ou menor valor, comercial ou residencial, novo ou usado, já construído e com habite-se da prefeitura local, informa o banco.

De acordo com o Banco do Brasil, um dos benefícios oferecidos pelo consórcio é a inexistência de juros e o menor custo financeiro do produto. No BB Consórcio, por exemplo, o custo mensal para o cliente é de 0,11% ao mês, ou 1,38% ao ano, nos planos de 200 meses. Nesse custo estão considerados a taxa de administração e o fundo de reserva. Uma carta de crédito de R$ 100 mil tem uma parcela mensal a partir de R$ 528.

Ainda segundo o BB, outra vantagem oferecida pelo banco é que até ser contemplado o cliente pode alterar o valor da carta de crédito, para qualquer outro valor disponível no grupo. Isso permite que ele ajuste o valor da carta à sua real necessidade ou então que adeque a carta ao valor atual do bem que ele deseja adquirir, no caso do imóvel ter se valorizado, por exemplo.

Na opinião de Fernando Antonio Tenório, diretor da Bradesco Consórcios, o consórcio é a forma mais planejada e garantida de concretizar os objetivos.

“O produto não funciona como um empréstimo bancário, portanto não tem juros, o que torna o processo muito mais econômico para cada consorciado”, destaca Tenório.

Para Nelma Souza Tavares, superintendente regional da Caixa Econômica Federal, o consórcio é um bom negócio para aqueles que querem investir em algo seguro.

“Se a pessoa tem a possibilidade de investir, o consórcio é um excelente negócio, pois não tem juros”, diz Nelma.

Cuidados – Em qualquer modalidade de consórcio é importante ficar atento aos custos, pois embora não exista taxa de juros são cobrados outros valores como: Taxa de Administração, Fundo de Reserva e Seguro Prestamista. Portanto, no momento da compra, o cliente deve ficar atento e comparar todos os valores entre as instituições. Outro ponto importante é verificar a idoneidade da instituição.

O produto não é indicado para pessoas que precisam do bem imediatamente, pois depende da contemplação que pode ocorrer por sorteio ou lance vencedor.

FGTS pode ser usado

Os trabalhadores titulares de conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e cotistas de Consórcio Imobiliário podem usar o saldo para amortizar, liquidar e pagar parte das prestações de consórcios imobiliários.

O trabalhador interessado em usar o saldo da conta vinculada deve procurar a administradora de seu consórcio, que tomará as providências necessárias. Para ter direito ao benefício, o trabalhador tem de observar algumas regras, dentre elas:

- O imóvel adquirido deve estar onde o trabalhador exerce ocupação principal ou reside há mais de um ano (incluindo os municípios vizinhos ou da mesma região metropolitana);

- O trabalhador não pode ser proprietário de imóvel no local onde exerce ocupação principal, nem ser detentor de financiamento ativo do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) em qualquer parte do território nacional, na data de aquisição do imóvel;

- O imóvel e a cota de consórcio devem estar em nome do trabalhador titular da conta vinculada;

- O imóvel tem que ser residencial urbano e deve ter sido adquirido com os recursos da carta de crédito do consórcio;

- O valor avaliado para o imóvel, na data da aquisição, deve respeitar o limite estabelecido pelo SFH, que é atualmente de R$ 500 mil.

Objetivo definido

Pensando no futuro da filha, de 15 anos, o comerciante Roberto Nunes, de 53, resolveu entrar em um consórcio imobiliário como forma de investimento.

“Há dois anos eu e minha esposa resolvemos fazer um consórcio de uma casa para ela. Não temos pressa que ela saia de casa, mas achamos que o investimento (consórcio imobiliário) seria mais seguro para ela”, explica Nunes.

Quem também aderiu ao consórcio foi o estudante de Direito Leonardo Campos, de 25.

“Eu ainda moro com os meus pais e estou no terceiro período da faculdade. Encontrei no consórcio uma forma mais segura de conseguir adquirir o meu imóvel. Tenho o meu trabalho e com o dinheiro que eu gastaria pagando aluguel, se eu não morasse com os meus pais, eu invisto no consórcio”, comenta o estudante que há seis meses investiu no consórcio.

Antecipação – Para antecipar o recebimento do dinheiro investido, o administrador de empresa Anderson Silvano, de 33, resolveu dar um lance.

“No começo do no passado resolvi fazer um consórcio para comprar uma casa de praia e em fevereiro, com um dinheiro extra que ganhei, fiz um lance e consegui ser contemplado”, conta Silvano.

Fonte: Ademi

A campeã de rentabilidade

O maior canteiro de obras das Américas faz aniversário, mas o presente é de quem mora ou investiu lá: Águas Claras foi eleita a melhor opção para compra de imóveis devido à localização, infraestrutura e obras de qualidade

Brasília fez 51 anos e já é o segundo mercado imobiliário do país, atrás de São Paulo. Agora é a vez de Águas Claras. A irmã mais nova da capital federal, 20ª região administrativa, comemora oito anos de vida como a melhor cidade para se investir no Distrito Federal. Localizada a 19 quilômetros do Plano Piloto, tornou-se RA em 2003, por lei distrital, e hoje já é considerada uma cidade completa, com ótimas opções de comércio, lazer, transporte e moradia.

Com o mercado imobiliário da capital do Brasil em alta, Águas Claras aparece na edição de março de 2011 do Boletim de Conjuntura Imobiliária, divulgado pelo Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi/DF) e elaborado pela Econsult (empresa júnior ligada ao departamento de economia da Universidade de Brasília), como a melhor cidade para se obter rentabilidade no mercado imobiliário.

A novidade deste mês é que os apartamentos de um quarto também apresentaram aluguéis com maior rendimento, ao lado das quitinetes. De acordo com o relatório, um investidor que comprasse um apartamento de um quarto no valor de R$ 170 mil teria, ao longo de um ano, com a taxa apresentada, um rendimento de R$ 9.852,41. Vale ressaltar que essa taxa não inclui a valorização do imóvel, o que aumentaria consideravelmente a sua rentabilidade.

Rubens Ferreira da Costa, administrador da jovem cidade, acredita que a opção por Águas Claras se deve à localização privilegiada, a 20 minutos do centro de Brasília, e principalmente à qualidade das construções, já que os condomínios vêm com lazer completo. “Temos aqui uma alta qualidade de vida. É como se morássemos em um hotel cinco estrelas, pois há vida social dentro do edifício, com as quadras, piscina, academia, lavanderia, espaço gourmet, entre outros”, enumera.

Considerada o maior canteiro de obras agrupadas das Américas, devido ao grande número de construções em um mesmo período, Rubens comenta as vantagens de a cidade ainda estar em desenvolvimento. “Há geração de empregos, tributos e ainda realiza o sonho da casa própria, algo impossível para certas pessoas há 20 anos”.

Infraestrutura
O bairro tem cerca de 1.092 lotes, 387 deles desocupados, ou seja, cerca de 60% da cidade estão concluídos. “Agora nosso foco mudará, pois precisamos acelerar a infraestrutura, a rede de captação de águas pluviais, e melhorar o trânsito, pois tudo isso ficou defasado e não acompanhou o número de obras”, comenta Rubens.

Diretor de gestão de informações da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), Júlio Miragaya diz que a tendência é a cidade passar por uma estagnação no futuro. “Águas Claras vem tendo um crescimento acelerado. Por exemplo: em 2004 eram 43.600 moradores. Em 2011 são 135.685. Houve aumento de 20,8% ao ano. Mas esses números não devem ser sustentados, e sim sofrer uma desaceleração, pois a cidade está sendo ocupada”, enfatiza. O perfil desses moradores é formado por pessoas de famílias de renda alta.

Fonte: Jornal da Comunidade

noroeste

Juiz libera construções no setor Noroeste. Ministério Público vai recorrer

A Justiça liberou a construção do Setor Noroeste, conforme o projeto urbanístico elaborado pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). A decisão foi proferida pela Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário em resposta a uma ação civil pública, movida pelo Ministério Público do DF, que questionava a criação das quadras 10 e 11 do novo bairro e suscitava dúvidas sobre a sustentabilidade do projeto. Segundo o MP, parte do setor não estaria prevista no documento Brasília Revisitada, do urbanista Lucio Costa.

Mas o juiz Carlos Alberto Silva não acatou os argumentos dos promotores de Defesa da Ordem Urbanística e liberou as licitações e a concessão de alvarás de construção. O Ministério Público vai recorrer da decisão, mas a Terracap já planeja o lançamento de licitação para comercialização de novas projeções no Noroeste. A venda deve ser retomada a partir de agosto.

A polêmica começou em outubro do ano passado, quando o MP recomendou que a Terracap retirasse de um edital de licitação todos os terrenos comerciais localizados nas quadras CRNW 510, 710, 511 e 711.

A medida foi tomada em decorrência da ação civil, protocolada na Justiça em abril de 2010. No processo, os promotores alegam que as quadras de final 10 e 11 estariam fora da poligonal do projeto original. “O Noroeste está sendo construído sobre área diversa daquela prevista no projeto Brasília Revisitada para a construção daquele setor”, alegaram os promotores, na ação apresentada à Justiça. O MP afirma que o governo se baseou em plantas diferentes das desenhadas por Lucio Costa para fazer o projeto urbanístico do Setor Noroeste. “Em razão desta ocupação indevida de área destinada à preservação, Brasília pode perder o título de Patrimônio Cultural da Humanidade”, justificou o MP.

Outro problema citado pelos autores da ação é o sistema de drenagem pluvial do Setor Noroeste. O MP associa o início das obras de terraplanagem a alagamentos registrados em prédios residenciais da 911 Norte, que ocasionaram grandes prejuízos aos moradores. “A rede de drenagem pluvial existente na Asa Norte já é deficiente e não comporta qualquer acréscimo de fluxo”, diz um trecho do documento. Na área ambiental, a alegação dos promotores é de que o Lago Paranoá não suportaria o adensamento indevido da região.

Diante desses argumentos, o MP pediu que o governo local não expedisse mais nenhum alvará de construção para as quadras 10 e 11 do Setor Noroeste e determinou que a Terracap suspendesse todas as licitações e refizesse o projeto urbanístico do bairro. Solicitou ainda que a Novacap cancelasse as obras até a realização de um novo projeto de drenagem, integrado com o da Asa Norte. Por último, o Ministério Público determinou que a Caesb faça um estudo sobre a capacidade de suporte da bacia hidrográfica do Lago Paranoá.

Durante o trâmite da ação, o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) se manifestou favoravelmente à construção. De acordo com o Iphan, o projeto do Noroeste, como foi elaborado pela Terracap, não fere o tombamento. Em suas alegações, o GDF argumentou que realizou estudos de viabilidade ambiental do empreendimento e afirmou que as redes de drenagem pluvial do Setor Noroeste foram elaboradas de forma adequada e compatível à demanda.

“A implantação do Setor Noroeste foi autorizada pelo Conselho de Planejamento Territorial e Urbano, que verificou a adequação do projeto ao Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (Pdot)”, justificou a Procuradoria-Geral do Distrito Federal.

Já a Terracap negou a acusação de que o projeto para o novo bairro estaria em desacordo com o documento Brasília Revisitada. “As manchas representativas das áreas de expansão urbana próximas ao Plano Piloto, constantes do projeto Brasília Revisitada, são meramente indicativas. Compete aos órgãos da administração pública a definição dos contornos precisos dos bairros quando de sua implementação”, afirmaram os representantes jurídicos da empresa.

Cemitério
Em sua decisão, o juiz Carlos Alberto Silva, da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário, concordou com a alegação do MP de que as quadras finais do Noroeste estão fora do projeto original. “O Setor Noroeste está sendo construído em local diverso daquele idealizado por Lucio Costa. Todavia, tal assertiva não significa dizer que a área não abrangida no projeto Brasília Revisitada fosse considerada como área não edificável”, explicou o magistrado.

Ele justifica seu argumento com base em um documento da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, que mostra que a área em disputa seria destinada à construção de dois cemitérios, um deles israelita. Para o juiz Carlos Alberto Silva, isso comprova que não há necessidade de manter as terras sem nenhuma edificação. “É forçoso concluir que, caso não estivesse demarcado o lote destinado aos cemitérios àquela época, o projeto teria contemplado aquela área como integrante do setor”, finaliza o magistrado.

O promotor Paulo José Leite, da Prourb, diz que o MP vai apresentar um recurso de apelação ao TJDFT e, agora, o processo será analisado na segunda instância. “A sentença afirmou que o Noroeste está de fato sendo construído fora da área prevista por Lucio Costa. O juiz reconheceu que a ocupação planejada pela Terracap vai além da mancha original. Só houve divergências quando o juiz justificou a ocupação com o fato de haver uma previsão para construção de cemitério. Isso não significa que pode haver prédios”, justificou o promotor. O diretor de Desenvolvimento e Comercialização da Terracap, Raimundo Lima, informou que, dentro de 90 dias, a empresa deve retomar a venda de projeções no novo bairro.

Fonte: Correio Braziliense